ALÍVIO



Era insuportável a dor que trazia no peito. Doía muito, e ela era obrigada a carregar isso pra sempre, pro resto de sua vida (talvez não tão longa devido a tanta dor). Ela disfarçava, para todos não passava de uma menina normal, sem dores. Mas doía, e muito.
Aprendeu a dar valor as coisas simples da vida, via brilho em tudo. Ela ganhava o dia quando via um pirilampo ou uma estrela cadente, colocava a mão no peito e fazia um pedido, talvez nunca fosse se realizar, mas o que custa tentar? As estrelas eram suas melhores amigas, gostava de compartilhar com elas tudo que acontecia, as estrelas não falam mal depois, as estrelas não são cruéis, as estrelas não lhe decepcionavam.
Gostava de sentir o perfume das flores e tinha uma paixão louca por girassóis . Olhava a mãe dormir, queria ter aquela imagem pra sempre, lhe dava certo conforto.
Vivia a vida intensamente e ás vezes suas atitudes eram criticadas por muitos. Ela ficava triste. As pessoas não a entendiam e a criticavam mesmo, sem dó nem piedade. Mas fazer o que? Ela não tinha tempo, talvez por medo tomava certas atitudes, queria fazer tudo de uma vez só. Medo de não dar tempo. Medo de dar tempo ao tempo.
Confessava seus erros, mas não se arrependia, não tinha tempo para arrependimentos e na maioria das vezes esse sentimento trás dor, e isso ela já tinha até demais.
Nesse pouco tempo de vida, já havia acumulado muitas coisas em sua memória, estava satisfeita.
Tinha sua família, alguns amigos, as flores, seu cachorro, as estrelas, histórias engraçadas sobre viagens com os amigos, uma música, um filme, um apelido, uma piada, tinha a certeza de que agora, qualquer hora é hora.
A dor é covarde, nunca anda sozinha. A dor é invejosa, ela quer o que a pessoa tem de mais precioso.
A menina que vivia triste agora sorri. A menina descansa. Não dói mais.

7 comentários:

Anônimo disse...

Tinha sua família, alguns amigos, as flores, seu cachorro, as estrelas, histórias engraçadas sobre viagens com os amigos, uma música, um filme, um apelido, uma piada...
é a carol podia ter tudo isso (se for ela a pessoa da história), mais ela principalmente me tem então me bota nessa lista aí! se você for mesmo a menina dessa "história", primeiro que você não tem sóuma piada e segundo que você tem a mim também!!

nagual1985 disse...

analise ajuda essas coisas.

texto lindo.

mil bjos!

Anônimo disse...

melhor de todos sis!!!

mandou muuuito... hehehehe

beeeeeijo

Anônimo disse...

Essa menina é muito especial. Essa menina merece tudo de bom.
Texto genial!

Anônimo disse...

A menina dessa historia eh uma menina mais do que especial. Eh uma menina linda por dentro e por fora. Menina que sente dor, mas a dor a preocupa mais do que deveria. A vida eh realmente para ser vivida intensamente, seja com dor ou nao... entao viva! Viva MESMO!! Vou fingir que nao li o final... pq pra mim essa menina ainda tem muita historia pra contar!!!

TE ADORO CADA VEZ MAIS!

Anônimo disse...

Eu também tive a sorte de conhecer essa menina, não sei se falo da mesma d o texto, espero que não, pois a minha menina, não tem esse fim, pelo menos não tão próximo.
Ela chegava na sala feliz e sempre foi muito esperta, isso fazia co m que muitas pessoas ficassem a sua volta. Quanto as suas dores, todos tinham aprendido a conviver com elas, também sentiamos dor.

Maravilhoso o texto e a escritora.

Anônimo disse...

Que belo!! Muito bom mesmo!!