
sem título
Deitou-se no chão. A luz no teto olhava para baixo, refratando nos seus olhos e tentando seguir pela sua retina. Ela olhou o espelho a sua frente e percebeu as marcas onde o pano tinha sido passado para limpar. Sua cabeça pulsava pesada contra as tábuas de madeira do chão. Seus dedos se mexiam para imitar o som que batia dentro dela.
Tentou levantar, mas a carne das pernas jazia pesada no chão. Ouvia-se lá fora os barulhos de carnaval, e o som do pandeiro e do tarol ritmavam o pulsar diminuto dentro dela. Cada vez mais o carnaval lá fora aumentava e ela diminuía, pequena e quieta num quarto aceso. Veio a noite, e na hora que chegou o anjo da morte a luz lá em cima se apagou.
Um comentário:
disparado o melhor texto da semana do site de vcs.
te amo e estou sendo imparcial.
bjo,
ga
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