
FLORES
Mara temia a chegada de Antônio. Já Emanuel, não conseguia esconder sua excitação. Mara e Emanuel estavam casados há vinte anos. Era um casamento que provocava inveja. Todos os dias, exceto as quartas, ele levava uma rosa para a esposa.
As vizinhas que se roiam de inveja, tentavam fazer com que Mara abrisse os olhos. Emanuel só pode ter outra. O motivo ninguém sabia, mas a infidelidade de Emanuel era fato consumado na boca da mulherada.
Mara nem ligava, sabia que o homem só tinha olhos para ela.
Os preparativospara a chegada de Antônio deixava Emanuel em cólicas. Totonho, como era chamado pelo casal, não vinha para o Rio há nove anos, mesma idade de Gabi, filha de Mara e Emanuel.
Mara sabia da grande afeição do marido pelo amigo, por isso, não queria que nada desse errado.
Foram os dois para a rodoviária. Mara pôs seu vestido de malha florido. Real~çava suas belas curvas. Emanuel preferiu terno e gravata. Disse que numa ocasião tão especial como essa, o traje deveria ser o melhor possível.
O ônibus de Antônio chegou. A espectativa era enorme. Mara explodia por dentro e Emanuel teve vontade de chorar.
Antônio apareceu todo de branco com uma rosa na mão.
Emanuel não controlou sua euforia e foi ao encontro do amigo. Os dois se abraçaram. Antônio com aquele olhar angelical e um sorriso fascinante, entregou a rosa a Emanuel.
Os dois se beijaram longamente e fizeram juras de amor.
Mara observava tudo de longe. O alívio tomava conta de seu corpo. Emanuel estava feliz, ela estava feliz e seu casamento estava salvo.
7 comentários:
SALVE, SALVE CAROL AQUINI... SAUDADES!!!!
UAU!!! eee, que bom que minha dupla postou hj...
bjos
Essas histórias envolvendo flores e amigos dá uma euforia danada, ídala!!!Beijos!!!
Noossa espetacular! Simples e arrebatador.. Bravo !
Saudades AHAVA!
Saudades AHAVA!
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