“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar.” (Machado de Assis)


Começou a temporada de beijos e amassos, de ligações de madrugada, cinema- pipoca em dias de semana, jantares, conversa dengosa, de quem pensava que não acreditava mais e está com o peito explodindo de paixão.

Começou a temporada de viagens nos finais de semana, com cheiro de mato,
pousadinhas escondidas para o mundo não atrapalhar, com vinho, de céu estrelado,
de lua, estrela cadente, um pedido ardente para tudo isso não terminar!
Começou a temporada de finais de semana no mato, calmaria, silêncio, grilo cantando, de pirilampo piscando, me trazendo o encanto, me fazendo acreditar.

Nessas noites românticas e estreladas, o pirilampo com seu vôo lépido e fagueiro, , voando em minha direção, me tira os pés do chão, coração na boca, peito explodindo de emoção. E eu acredito imensamente que esse amor vai ser eterno...eterno “enquanto dure”...já dizia o poeta.

De repente uma intuição: vivi anteriormente essa emoção?

Não sei, talvez...viver esse momento é o que importa, agora.
De dia sol, vento, mata verde, passeios.
De noite, escuro, estrela, lua, e vaga-lume brilhando, não deixando minha alma esfriar e mostrando que não existe mal que sempre dure e bem que um dia não possa acabar.
Voa pirilampo,parecendo uma estrela, me faz novamente acreditar!


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Gente, quando meu filho era pequeno, nós morávamos na Gávea e ele ficava numa creche chamada JARDIM DO PIRILAMPOS. Quando ele tinha 3 aninhos fiz esses versinhos no dia que ele se despediu dessa creche e foi para Escola Nova.
(Nick, perdoe o mico)


“Nos Jardins dos Pirilampos
tinha formiga, cobrinha, piscina,
um monte de bichinho, bicho papão , avião

Tinha casinha, massinha, menina, linguinha,
lacinho, flores, jardim,minhocão.

Tinha menino levado brincando no chão.
Bolachas, carrinhos, sopapos, mordidas, escorregão!

Nos Jardins dos Pirilampos,
Menino brincava com menina,
se tem a primeira paixão: Gabriela, Camila, Marina?
Sei não!

Nos Jardins o Pirilampos eu gostava das minhas tias,
Mamãe me deixava de manhãzinha
Papai me buscava de noitinha,
Mas eu não via pirilampo, não!

Depois do Koala, foi a minha primeira escolinha
Parecia a minha casinha,
tinha tia, avó, amiguinho de montão
Amigos de muita bagunça
Amigos que nunca vou esquecer,não!

Agora vou para a nova escola,
Escola Nova, aprontar de montão.

8 comentários:

Cris disse...

Amiga,
Começou a temporada? E vc nem me avisou? Também quero!
Beijos

Anônimo disse...

" Viver esse momento é o que importa, agora".

Ainda bem que existem as temporadas, e que elas se renovam, e nos dão a chance de viver novamente sentimentos tão intensos e prazerosos, e nos ensinam cada vez mais o real valor de contatos tão verdadeiros, intimos, aconchegantes e gostosos,
temporardas capazes de apaziguar nossos corações a ponto de nos fazer inteiras.

bju grande
isso aqui tá bom demais.
Liz

Anônimo disse...

Ô,Cris !
Não sei quais dos dois gostei mais.
O Nic não pode achar um mico...quem não iria querer um amor de mãe-poeta desses??
Adorei,mesmo !!
Tá valendo a pena esperar ansiosa pelo domingo.
Bjs grandes

Anônimo disse...

O "quais dos dois "foi de propósito,hein...
Por gostar dos dois,certo???
Rssssss
Bjsssss

Anônimo disse...

Acho que o pririlampo
libertou a escritora,
autora de prosa e veso,
que bonitinha sua poesia!
Te escondestes por tantos dias, heim?

Brilha Pirilampo!
Encanta com teu manto
de estrelas super-novas
e renova,
Evoca, com tua explosão, o melhor dos mundos...bjs

Anônimo disse...

minha mãe..

cris braga disse...

Acabei de ler!Como disse a nossa sócia (a Cris)... " o encontro da lojnha foi ótimo"
beijos

Anônimo disse...

Amei seu poema! Li como se fosse melodia, e nao deu vontade de parar...