
"Uma boa vida é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento." (Bertrand Russell)
Alguém já achou um guarda-chuva?
É uma curiosidade guardas chuvas perdidos. Você nunca está com ele quando cai um toró daqueles.E sai correndo procurando um camelô que lhe venda um quando o toró acontece. Eu mesma tenho uma coleção.
Agora, quando saimos com o guarda-chuva, o perdemos, mas ninguém encontra um guarda chuva perdido.
Existe aqueles que procuram guardas-chuvas de grife.Mas na hora do toró é a mesma sina. Nunca estão com eles.
Outro dia contei e na minha casa havia vários mais um esquecido, faz meses, por uma amiga. Esse não conta. Foi esquecido por ela e não reclamado. Não foi achado e plausível de devolução.
E,a história sempre se repete: chove e me vejo sem nenhum. E em vários torós da cidade estava completamente ao léu!
Dias desses cheguei em casa com esse pensamento, como se não tivesse que me preocupar com nada e recebo a ligação de uma , que havia perdido seu guarda-chuva de grife. Interessante é que ela não se separava dele nunca. Me chamava atenção quando estavam juntos – guarda-chuva e ela-, grudadinhos, ela com ele na mão, tamanha era a paixão.
Com o intempestivo desaparecimento do guarda chuva da minha amiga, cheguei a conclusão que eles partem para uma terra dos guardas-chuvas.É só a gente dar mole.
Segundo relato detalhado dessa amiga, ela já havia percorrido todos os lugares onde passou com ele. E o que aconteceu? Ninguém viu seu amadão.
Rolei de rir pois havia tido dois encontros naquela noite e um deles com um vizinho , professor universitário, que estava com dois guardas chuvas na mão. Daí começamos a falar sobre essa estranha rotina e o modo de desaparecimento dos guardas- chuvas. E,por curiosidade , naquele dia, ele havia colocado pra turma, se alguém já havia encontrado um guarda-chuva. Não houve uma viva alma, um aluno sequer que tivesse assumido tal fato.
E perguntou: alguém já perdeu um guarda chuva? A turma inteira.
Gente, para onde vai todos esses guardas-chuvas perdidos?
Gostei de saber que eu não era a única que mantinha esses pensamentos estranhos.
Com essas coicidências, chegamos a conclusão, o vizinho e eu, que quando nossos guardas chuvas nos pegam distraidos, eles decidem e vão para a Terra dos Guardas- Chuvas ou para um planeta onde os guardas-chuvas tem vida própria. Uma missão.
Envolta nesse pensamento, dando tchau para o vizinho, encontro com um carinha que tinha uma fisionomia familiar. Me olhava com tamanha força que dei um meio sorriso.
- Oi, tudo bem?
- Tudo.
- Você não é amiga da sua amiga?
- Sou sim.
- Moravam em Jacarepaguá?
– Eu morava, ela morava em Ipanema
- Eu fui namorado dela.
- Esqueceu o bairro da sua amada?” falei.
- Ah!-continuei- Tô lembrando de você. Ela foi muito amarradona em você,lambeu asfalto quando sumiu.
- E agora casei com essa.
(insensível - mostrando a foto da nova eleita)
- Bacana.
- Essa é minha filha.(na mesma foto)
- Que graça!
– Você casou?
- Casei
- Tem filhos?
- Sim, um menino.
(Nisso meu lindão vem chegando)
- Belo rapaz
- Obrigada.
- Ela faz natação?
- Não, capoeira
- Ainda está casada?
- Não.( pq se pergunta uma coisas dessas?)
- Sabia que te conhecia. Por isso fiz questão de falar com você.
- Legal, agora tenho que ir ao Pão de Açucar
- Você mora aqui? Pergunta o curioso.
- Moro. E você?
- Não. Vim trazer um documento para um amigo. Até a próxima.
- Posso fazer uma pergunta? Você, alguma vez, encontrou um guarda-chuva?
Ele franziu a testa , deu tchau, com ar que achava estranho essa pergunta , balançou a cabeça negativamente e foi embora.
Tô até agora meio boba... O mundo dá voltas. E o tempo passa mudando tudo ao nosso redor e a gente acaba se esbarrando novamente em algum momento.
Enquanto ele fazia o interrogatório, fiquei lembrando de várias cenas dele com a Margot. De como a minha amiga era apaixonada por esse carinha. Achava que a vida não teria graça sem ele.
Margot não era mole, vivia apaixonada a beira do suícidio e de repente, na semana seguinte, conhecia o homem da sua vida novamente.Lembro que estávamos num sítio e ele com dor de cabeça, falou: “Querida , estou com dor de cabeça”, e pediu que ela buscasse um copo d'água e a última neosaldina. Pois, ela foi, pegou a água, tomou a neosaldina e voltou pra dormir.
E ele gritava:”Margot cadê minha neosaldina?" E ela: "ué, tomei". "De repente eu posso ter uma dor também. Melhor prevenir. E era a última, querido!"
Fala sério! Vai ver que foi por isso que ele sumiu sem deixar rastro.
E voltando aos guardas-chuvas, qual seria a missão que é reservada a eles?
Onde fica a Terra dos guardas chuvas?
Você já achou um guarda chuva?
6 comentários:
Eu nunca achei um guarda chuva.E a Margot tem história, não é? hahahahahaha...bjs Re
Cris, deu no Blue Bus de hoej, 27/11 - falaram sobr o guarda-chuva.Achei esse comentário pertinente:"Símbolo de proteçao, presente nos mais diversos comerciais por esse mundo, a criatividade humana ainda nao conseguiu inventar nada que o substitua. É frágil, como a segurança que sempre procuramos, e está sujeito a sucumbir aos ventos e tempestades que de vez em quando desabam sobre as nossas cabeças. Talvez seja por isso que podemos dividir as pessoas entre aquelas que usam, mais confiantes e decididas, e as que nao usam, mais vulneráveis e falsamente corajosas. Será? Teorias e consideraçoes à parte, por via das dúvidas, este inverno nao me separo do meu."Marise
continuei postando o que saiu no Blue Bus: "Marise | Chove em Lisboa e os guarda chuvas dos outros e o meu 13:01 Fim de semana chuvoso, o friozinho chegando e as luzes do Natal já fazendo os primeiros ensaios na iluminaçao da cidade. Mas, nestes dias cinzentos, o que mais se vê pelas esquinas sao guarda-chuvas destroçados, jogados pelas calçadas, nas ruas, nos caixotes de lixo e nos lugares mais improváveis. Pendurado nas grades de um dos museus daqui, por exemplo. Num primeiro olhar, parecia até uma instalaçao, dessas pós-modernas muito em moda, onde tudo pode se tornar arte, dependendo da intençao do criador. Mas, o pobre estava lá com suas entranhas digo, armaçoes de ferro, retorcidas e só o seu cabo de madeira brilhante, ainda dava um ar digno de lord ao outrora objeto de primeira necessidade. 27/11 Marise Araujo em Lisboa"
Até hoje lamento essa perda,Cris!!
Aquelas flores estão encantando outras terras...
Concordo q realmente deve haver essa Terra deles.
E se por acaso alguém der de cara com um perdido,não conseguirá pergá-lo,pois....já foi !! Rssss
Adorei!
Cris, muito divertida essa história, adoro a Margot!!! E acho que o guarda-chuva,sem grife, perdido na sua casa é meu!!!!hahahahahahahahahaahhahahahahaahha
Beijos, lindona...
É sim...ele ainda está lá em casa.Não foi ainda prá terra dos guardas chuvas...beijocas
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