Do Amor

Do amor quero a crença, um templo esculpido e capela, afrescos sistinos a me cuidar.
Do amor quero crença sim, um templo esculpido e altar, o sol levantando poeira fina, indiscretos vitrais a me contemplar.
Quero videiras, campos semeados, um cálice de estanho sobre linho branco. E eu, a ingerir louvores, súplicas, vontades, porque do amor quero eucaristia e um corpo para tocar.
Não, os sonhos não os quero, não na hora do amor. Os sonhos os renego ao sonhador, ao embusteiro, àquele que não sabe amar. Pois sabe quem ama, o amor distinguir. Sabe quem ama sentir que o amor é pão e suave sustento.
Um campo sou, sou um trigal, a desejar a luz amarela e quente, a germinar do amor.
O amor do sol sobre a terra inteira.

2 comentários:

cris braga disse...

DELÍCIA DE TEXTO!!!BJS

Anônimo disse...

Cris,querida,
Um de seus maiores textos,senão o maior!
Adorei!
Me deu até desejo de amar novamente...com essa sabedoria.
Rssss