Em Três Tempos

Maria sempre muito revoltada com os métodos de ensino, se encontrava desiludida. Nenhum professor sabia dar aula, segundo ela.
Até que um dia resolveu buscar uma disciplina fora da faculdade, sobre um assunto que sempre teve vontade. A história da arte.
Logo no primeiro dia o interesse mudou de foco.
Maria desenvolveu uma paixão platônica pelo professor. Ele era atencioso e interessando, mas estava distante. Maria sentia em seu corpo um calor, porém constrangido, toda vez em que ele passava o olho por ela quando contava uma daquelas histórias sobre a arte do século XX... e os traços modernistas e revolucionários e... e não prestava atenção em mais nada a não ser no movimento da boca que falava palavras e mais palavras... os lábios e os olhos e...!
Maria não tinha a menor chance com esse professor. Foi assim até o final do curso.

Joana, uma menina muito interessada em pessoas resolveu fazer um curso de pintura. O professor era lindo, super de bem com a vida e um excelente observador. Não foi nenhum pouco difícil, para o pintor, perceber os olhos apaixonados de Joana quando ele a ajudava a segurar o pincel.
Joana teve sorte nesse curso de pintura, pode usufruir de todos os conhecimentos sobre o tal mestre do pincel.

Diana sempe muito tímida nunca tinha caído de amor por ninguém até se matricular num curso de teatro. O mestre teatral sempre muito liberal gostava de provocar sensações nos alunos. E conseguiu, pode conquistar um coração virgem pronto para qualquer brecha depois da aula.
As aulas de corpo derretiam Diana de tal maneira que o professor se interessava cada vez mais. Esse interesse mútuo, porém distinto se perpetuou durante um longo ano de aulas, com encontros uma vez por semana.
Mas teatro, é de “mentira”, então tudo começava e acabava na aula que durava rápidas duas horas.

5 comentários:

Andrè Dale disse...

Mais uma vez a sensibilidade Barcellos! Adorei outra vez. Como sempre, escrito lindamente!

Leandro disse...

Nossa... me surpreendeu. Mesmo. Está boa articulista, hein!

E o mestre do pincel? Era mestre mesmo?

Beijinhos!

Anônimo disse...

É uma delicia falar de paixões
Melhor ainda é lê-las
Ainda assim prefiro vivê-las.

O que seria de nós alunas,sem eses mestres apaixonantes....aiai

Mari,te amo por tudo e mais ainda por essa sensibilidade rara.

josbei!

cris braga disse...

Delícia de paixão!Adorei o texto!

George Sauma disse...

Fez bem uso da sua palavra escolhida! Adorei!