
Ausência do ser.
Nem alegre, nem triste.
É um estar, estar oco, efeito de um soco.
É um desconforto, do quê ?
Eu não sei ...
Sei que veio assim de mansinho, se aninhou e ficou.
Poderia ter sido pior, poderia ter chegado com muita urgência, quase uma emergência e drasticamente eu sofreria, porque antes eu ria.
Preferiu vir um aos poucos, passar despercebida mas não tem como.
É uma presença marcada que vagueia sem fim!
Não pode ser arrancada e nem curada, muito menos desejada, inevitavelmente instalada.
Vai além do querer, do fundo do meu ser, insiste em caminhar ao lado, em silêncio absoluto.
É um estar oco, efeito de um soco...
Ausência do que poderia ser ou simplesmente do que um dia foi...mas com certeza do que hoje já não há mais.
Ele disse...
“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim”
Carlos Drumond de Andrade
2 comentários:
bacana,Si...bjs
Pra suprir ausência: poetas e poesias, bjs simone!!!
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