Angústia.
Dor.
Sufoco.
Às vezes parece que estou dentro de um pote de vidro. Todos podem me ver, mas não podem me tocar. Eles observam e sentem pena. Eles observam e acham graça. Eles observam e eu choro porque eles observam.
Ninguém sabe o motivo, nem eu sei.
Respeito.
Ar.
Vida.
Fora do pote por um dia. O corpo fica quente, as bochechas ruborizadas e os lábios formam o sorriso sem querer. A vida começa e o pote se quebra.
Raiva.
Culpa.
Muita culpa.
Eu não podia. Eu não posso.
Eles observam, eu baixo a cabeça. Eles observam, eu fecho minha janela. Eles observam...

4 comentários:

Clara disse...

Uhuul Carol! Quanto tempo não te ia por aqui! Muito legal!! Beijos

cris braga disse...

BELO TEXTO! BJS

Andrè Dale disse...

Adorei!

Anônimo disse...

Como não estava conseguindo comentar no blog, escrevi um texto inspirado na moça no pote de vidro, amanhã vou postar. Um olhar sobre a moça do pote.
bjo