O dia em que a leveza ficou próxima.

26-03-06

Que saudade meu deus. Esse momento, essa passagem, essa busca é incrivel e dolorosa. Você diz sente e eu sinto, você diz não pensa e eu penso. Eu penso e sinto, e por mais que eu queira chegar a algum lugar, eu vejo que não existe - não existe lugar, não existe forma, e mesmo se existesse eu não saberia ver, entender, sentir. Eu sinto dor, eu sinto angústia. Eu estou perdida. Sempre achei que tivesse a resposta, que tudo é preto e branco. Hoje vejo como eu era ingênua e fechada. Não tem mais sim nem não, nem gosto e não gosto, nem sei e não sei. A pena de morte acabou e com isso tudo o que existia de mais concreto foi destruído. Eu me encontro sentindo coisas que nunca pensei que fosse sentir, e pensando de forma que eu nunca imaginei, as minhas palavras às vezes parecem que não me pertencem. Essa vida vai levando, e o que mais eu posso fazer, a não ser deixa-la me levar. Sonhos que eu tenho aparecem denotando uma relação antiga, que já não serve mais - quanto medo. Quanto medo de encarar o desconhecido. Que loucura, é impressionante como tudo é transitório, tudo é passageiro. O seu “aproveita” hoje faz todo o sentido.
Numa vida aonde somos levados, aproveitar creio eu, ser uma grande sabedoria;
Como tudo passa, nada pode ser tão sério.
O sério é pesado - fixo e eterno, não se aplica à vida.
Leveza é o que eu sempre escutei de todos, e hoje percebo que sem ela não se vive, não se aproveita.

3 comentários:

Cris disse...

É Diana, agora é vai ficar bom...rs, bacana seus textos...são corajosos, bom começo pra tudo, pra vida!!!

Raoni disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raoni disse...

Não acho que pensar em uma essência seje limitador, muito pelo contrário. Pensar em uma essência comum a todos os seres é pensar em uma sociedade que é multipla porque tem a capacidade de unir os homens pelo que tem de comum - a saber, a liberdade do livre jogo de suas potencialidades sensíveis e racionais - em vez de uma sociedade que se pretende múltipla por unir os indivíduos pelas diferenças. Por isso a vida é cheia de transformações e possibilidades.
Eu não concordo com a filosifia do "deixa a vida me levar". Tudo é transitório e a vida é uma circunstância que nos obriga a tomar decisoes e fazer escolhas, caso ao contrário seremos massa, como um isopor que flutua no mar apenas aguardando onde a próxima onda irá o levar.
É preciso pegar as rédeas da vida.