“ ALMA "


Não... sete vezes não , minha querida!
Tirar-te o alimento, o ar que respiras?
Como virias à mim, sem forças,
O físico sem ânimo, Anima partida?

Sei bem o quanto me desespero
No fundo, me perco, é lá que me recupero
Calma amor meu, companheira, amiga
Nada em ti me obriga

Jamais deixarei de sorrir-te
Porque sentir dor nessa imaginária ferida ?
Há um vazio transparente,
Intervalo necessário até uma outra ida
A me preencher, espero,
Refazendo em mim nova imagem esculpida

Mas enquanto quiseres ver não haverá ausência
Asseguro-te que o amor em mim não finda.

Te sou grata pelo Neruda
E pelas palavras que geram dele
Clareza de imagem linda
Que de certo tu, não só através dela,
me fizestes entender
que entendestes parte
mas nem tudo ainda,

É que és tu quem me fazes sorrir
És tu que me dás vida!

3 comentários:

Cris disse...

Ah, a paixão, o amor e alma...que bom que sempre ficam a trilha sonora e os os poetas prá nos salvar!!! Em outras palavras, és muito romântica!!!

tb disse...

hahahaha que sentimental, tal, tal. bem teatral! gostei.

cris braga disse...

Bacana...gostei!bjs