“Bom mesmo é ir à luta com
determinação, abraçar a vida
e viver com paixão, perder a
classe e viver com ousadia.
Pois o triunfo pertence a quem
se atreve, e a vida é muito
bela para ser insignificante!!”
Charles Chaplin




“Tomo um banho de Lua...fico branca como a neve...o luar é meu amigo ...censurar ninguém se atreve...” , cantava Celi Campelo e eu era uma pequenina, cheia de sonhos. Adorava o desenho animado da Branca de neve e os sete anões.
E nesse tempo as mulheres acreditavam nas histórias dos contos de fadas, dos príncipes encantados e da frase... “e foram felizes para sempre!”

Em pleno século 21 as mulheres mudaram, os homens mudaram, a sociedade mudou e para quem ainda acredita nos finais “ e eles foram felizes para sempre” certamente é ruim da cabeça ou doente do pé.

Na novela da minha vida, onde eu sou a estrela principal, o mocinho nunca fica comigo no final e me troca por qualquer coadjuvante chinfrim. Óbvio que a partir daí ele deixa de ser mocinho, vira o maior bandidão que merecia a forca. Mas como essa passa a ser a história dele e a princesa dessa história passa a ser outra, acabo triste no meu canto, sem entender porque nas novelas, sempre a mocinha tem que terminar com alguém. O que me deixa na dúvida se só acontece comigo.
Na minha observação, as pessoas vivem períodos intensos, amam, caem numa rotina e, no meu caso especificamente, se separam. Como diz a povo: a fila anda.

Ficam boas lembranças, algumas vezes ficou o desejo de continuar, a questão do porque as pessoas não investem, porque os homens agem assim, choro litros, caixas e caixas de lenço de papel são gastas e não chego a nenhuma conclusão.

O interessante, que no inverso dessas histórias de amor sentidas pelas mulheres, os homens também tem suas queixas, os seus desejos, não entendem porque não os entendemos, também sofrem, choram e terminam aparentemente sozinhos. Com um pequeno detalhe: muitas vezes, numa rotina estúpida, começam outras histórias paralelas ao que estão vivendo, e antes da mocinha sair de cena já começou outra história.

E o príncipe que salvou Branca de neve de viver com aqueles anões cheios de manias e da malvada rainha, se vai.

Tenho uma amiga, que por sinal sonha com um príncipe encantado, em função da história da Branca de Neve e os sete anões, passou a ter horror a anões!
De tal forma que, hoje médica conceituada que é, tem medo que numa dessas marcações de paciente, ao abrir a porta, encontre um anão. Memórias ruins da infância, certamente de quem lhe contou a história. Ela faz mais o tipo Rapunzel.
Também acho estranhíssima essa história da Rapunzel. Talvez seja por isso que ela não acerta nas escolhas. Achar bacana uma história de homens que sobem pelas tranças de alguém, não pode resultar em relações saudáveis nos dias de hoje. Mas isso é outra história.

Se bem que no mundo de hoje esses contos não seriam escritos e, numa versão moderna, ficaria assim: a madastra má da Branca de Neve, hoje seria uma celebridade, e em vez de procurar fazer maças envenenadas, numa ação de marketing incrível ficaria rica vendendo suas fórmulas mágicas, sendo fotografada no Palácio de Caras, em Paris, mostrando a sua nova plástica e seu jovem namorado, certamente um policial ou um segurança.
A Branca de Neve, que seria branca mesmo devido ao uso do filtro solar 60, e aos cuidados com a pele, preocupada com a camada de ozônio e ecologicamente correta, não comeria a maça envenenada, por só comer as maças, sem agrotóxico, do seu pomar. Cercada de 7 rapazes complicadíssimos; Zangado ( por causa dos engarrafamentos e meio deprimido), Atchim,(super,hiper alérgico e hipocondríaco), Soneca (um fumador de skank que acabou virando puf), Feliz (cheirador de cocaina e com TOC), Dengoso, ( depois de um tempo de relacionamento descobre que o cara é gay), mestre ( sabe tudo e é um chato.Típico virginiano: sol, lua, ascendente), Dunga ( jogador de futebol e mulherengo), nem cogitaria ver o príncipe. Afinal, alguém que sai beijando mulheres para desengasga-las, não pode ser um homem a quem se possa entregar o coração.E ela viverá, feliz e contente, sozinha para sempre...

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( Para quem não conhece as histórias - copiadas do site: www.educacional.com.br/projetos)

Branca de neve e os sete anões

Adaptado do conto dos Irmãos Grimm


Há muito tempo, num reino distante, viviam um rei, uma rainha e sua filhinha, a princesa Branca de Neve. Sua pele era branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e os cabelos pretos como o ébano.
Um dia, a rainha ficou muito doente e morreu. O rei, sentindo-se muito sozinho, casou-se novamente. O que ninguém sabia é que a nova rainha era uma feiticeira cruel, invejosa e muito vaidosa. Ela possuía um espelho mágico,
para o qual perguntava todos os dias:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— És a mais bela de todas as mulheres, minha rainha!
— respondia ele.
Branca de Neve crescia e ficava cada vez mais bonita, encantadora e meiga. Todos gostavam muito dela, exceto a rainha,
pois tinha medo que Branca de Neve se tornasse mais bonita que
ela.
Depois que o rei morreu, a rainha obrigava a princesa a
vestir-se com trapos e a trabalhar na limpeza e na arrumação de
todo o castelo. Branca de Neve passava os dias lavando, passando e
esfregando, mas não reclamava. Era meiga, educada e amada por
todos.
Um dia, como de costume, a rainha perguntou ao espelho:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— Sim, minha rainha! Branca de Neve é agora a mais
bela!
A rainha ficou furiosa, pois queria ser a mais bela para
sempre. Imediatamente mandou chamar seu melhor caçador e ordenou
que ele matasse a princesa e trouxesse seu coração numa caixa.
No dia seguinte, ele convidou a menina para um passeio na
floresta, mas não a matou.
— Princesa, — disse ele — a rainha ordenou
que eu a mate, mas não posso fazer isso. Eu a vi crescer e sempre
fui leal a seu pai.
— A rainha?! Mas, por quê? — perguntou a
princesa.
— Infelizmente não sei, mas não vou obedecer a rainha
dessa vez. Fuja, princesa, e por favor não volte ao castelo,
porque ela é capaz de matá-la!
Branca de Neve correu pela floresta muito assustada,
chorando, sem ter para onde ir.
O caçador matou uma gazela, colocou seu coração numa caixa e
levou para a rainha, que ficou bastante satisfeita, pensando que a
enteada estava morta.
Anoiteceu. Branca de Neve vagou pela floresta até encontrar
uma cabana. Era pequena e muito graciosa. Parecia habitada por
crianças, pois tudo ali era pequeno.
A casa estava muito desarrumada e suja, mas Branca de Neve
lavou a louça, as roupas e varreu a casa. No andar de cima da
casinha encontrou sete caminhas, uma ao lado da outra. A moça
estava tão cansada que juntou as caminhas, deitou-se e dormiu.
Os donos da cabana eram sete anõezinhos que, ao voltarem
para casa, se assustaram ao ver tudo arrumado e limpo.
Os sete homenzinhos subiram a escada e ficaram muito
espantados ao encontrar uma linda jovem dormindo em suas camas.
Branca de Neve acordou e contou sua história para os anões,
que logo se afeiçoaram a ela e a convidaram para morar com eles.
O tempo passou... Um dia, a rainha resolveu consultar
novamente seu espelho e descobriu que a princesa continuava viva.
Ficou furiosa. Fez uma poção venenosa, que colocou dentro de uma
maçã, e transformou-se numa velhinha maltrapilha.
— Uma mordida nesta maçã fará Branca de Neve dormir
para sempre — disse a bruxa.
No dia seguinte, os anões saíram para trabalhar e Branca de
Neve ficou sozinha.
Pouco depois, a velha maltrapilha chegou perto da janela da
cozinha. A princesa ofereceu-lhe um copo d’água e
conversou com ela.
— Muito obrigada! — falou a velhinha —
coma uma maçã... eu faço questão!
No mesmo instante em que mordeu a maçã, a princesa caiu
desmaiada no chão. Os anões, alertados pelos animais da floresta,
chegaram na cabana enquanto a rainha fugia. Na fuga, ela acabou
caindo num abismo e morreu.
Os anõezinhos encontraram Branca de Neve caída, como se
estivesse dormindo. Então colocaram-na num lindo caixão de
cristal, em uma clareira e ficaram vigiando noite e dia,
esperando que um dia ela acordasse.
Um certo dia, chegou até a clareira um príncipe do reino
vizinho e logo que viu Branca de Neve se apaixonou por ela. Ele pediu aos anões que o deixassem levar o corpo da princesa para seu castelo, e prometeu que velaria por ela.
Os anões concordaram e, quando foram erguer o caixão, este caiu, fazendo com que o pedaço de maçã que estava alojado na garganta de Branca de Neve saísse por sua boca, desfazendo o feitiço e acordando a princesa. Quando a moça viu o príncipe, se apaixonou por ele. Branca de Neve despediu-se dos sete anões e partiu junto com o príncipe para um castelo distante onde se casaram e foram felizes para sempre

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Rapunzel

Adaptado do conto dos Irmãos Grimm

Era uma vez um lenhador que vivia feliz com
sua esposa. Os dois estavam muito contentes porque a mulher estava
grávida do primeiro filho do casal.
Ao lado da casa do lenhador morava um bruxa muito egoísta.
Ela nunca dava nada para ninguém. O quintal de sua casa era enorme
e tinha um pomar e uma horta cheios de frutas e legumes saborosos,
mas a bruxa construiu um muro bem alto cercando seu quintal, para
ninguém ver o que tinha lá dentro!
Na casa do lenhador havia uma janela que se abria para o
lado da casa da bruxa, e sua esposa ficava horas ali olhando para
os rabanetes da horta, cheia de vontade...
Um dia a mulher ficou doente. Não conseguia comer nada que
seu marido lhe preparava. Só pensava nos rabanetes...
O lenhador ficou preocupado com a doença de sua mulher e
resolveu ir buscar os rabanetes para a esposa. Esperou anoitecer,
pulou o muro do quintal da bruxa e pegou um punhado deles.
Os rabanetes estavam tão apetitosos que a mulher quis comer
mais. O homem teve que voltar várias noites ao quintal da bruxa
pois, graças aos rabanetes, a mulher estava quase curada.
Uma noite, enquanto o lenhador colhia os rabanetes, a velha
bruxa surgiu diante dele cercada por seus corvos.
— Olhem só! — disse a velhota — Agora sabemos quem está roubando meus rabanetes!
O homem tentou se explicar, mas a bruxa já sabia de tudo e
exigiu em troca dos rabanetes a criança que ia nascer.
O pobre lenhador ficou tão apavorado que não conseguiu dizer não
para a bruxa.
Pouco tempo depois, nasceu uma linda menina. O lenhador e
sua mulher estavam muito felizes e cuidavam da criança com todo o
carinho.
Mas a bruxa veio buscar a menina. Os pais choraram e
imploraram para ficar com a criança, mas não adiantou. A malvada a
levou e lhe deu o nome de Rapunzel.
Passaram-se os anos. Rapunzel cresceu e ficou muito linda. A
bruxa penteava seus longos cabelos em duas traças, e pensava:
“Rapunzel está cada vez mais bonita! Vou prendê-la numa
torre da floresta, sem porta e com apenas uma janela, bem alta,
para que ninguém a roube de mim, e usarei suas tranças como
escada.”

E assim aconteceu. Rapunzel, presa na torre, passava os dias
trançando o cabelo e cantando com seus amigos passarinhos.
Todas as vezes que a bruxa queria visitá-la ia até a torre e
gritava:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
A menina jogava as tranças e a bruxa as usava para escalar a
torre.
Um dia passou por ali um príncipe que ouviu Rapunzel
cantarolando algumas canções. Ele ficou muito curioso para saber
de quem era aquela linda voz. Caminhou as redor da torre e
percebeu que não tinha nenhuma entrada, e que a pessoa que cantava
estava presa.
O príncipe ouviu um barulho e se escondeu, mas pôde ver a
velha bruxa gritando sob a janela:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
O príncipe, então, descobriu o segredo. Na noite seguinte
foi até a torre e imitou a voz da bruxa:
— Rapunzel! Jogue-me suas tranças!
Rapunzel obedeceu o chamado, mas assustou-se ao ver o
príncipe entrar pela janela.
— Oh! Quem é você? — perguntou Rapunzel.
O príncipe contou o que acontecera e declarou seu amor por
Rapunzel. Ela aceitou se encontrar com ele, mas pediu que os
encontros fossem às escondidas, pois a bruxa era muito ciumenta.
Os dois passaram a se ver todos os dias, até que Rapunzel,
muito distraída, disse um dia para a bruxa:
— Puxa, a senhora é bem mais pesada que o príncipe!
A bruxa descobriu os encontros da menina com o príncipe e
cortou suas tranças. Chamou seus corvos e ordenou que levassem
Rapunzel para o deserto para que ela vivesse sozinha.
O príncipe, que não sabia de nada, foi visitar Rapunzel. A
bruxa segurou as tranças da menina e as jogou para baixo. Quando
ele chegou na janela, a bruxa o recebeu com uma risada macabra e
largou as tranças. Ele despencou, caindo sobre uma roseira. Os
espinhos furaram seus olhos, e ele ficou cego.
Mesmo assim, o príncipe foi procurar sua amada Rapunzel,
tateando e gritando seu nome.
Andou por dias, até chegar ao deserto. Rapunzel ouviu o
príncipe chamar por ela e correu ao seu encontro. Quando descobriu
que o príncipe estava cego começou a chorar. Duas lágrimas caíram
dentro dos olhos do rapaz e ele voltou a enxergar!
Assim, os dois jovens foram para o palácio do príncipe, se
casaram e viveram felizes. Os pais de Rapunzel foram morar no
palácio e a bruxa egoísta ficou com tanta raiva que se trancou na
torre e nunca mais saiu de lá.

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Você Sabia...
Os cristais de gelo que formam os flocos de neve são incríveis. Vistos com uma lente, parecem esculturas minúsculas de formas e tamanhos variados. Os desenhos se foram de acordo com a temperatura e a umidade do ar e nunca se repetem

Você Sabia...
Alguns flocos de neve têm mais de 100 cristais agrupados e podem medir 2,5 centímetros

Você Sabia...
Depois que cai, a neve vai endurecendo por causa do seu próprio peso. Se o local for muito frio, ela forma grandes blocos de gelo bem duros.

Você Sabia...
É difícil nevar no Brasil, mas isso pode acontecer durante o inverno na região Sul, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Você Sabia...
Mesmo no frio, muita gente se diverte e faz esportes da neve. Com roupas quentes e óculos que protegem os olhos da claridade, os esportistas deslizam pelas montanhas em esquis ou em pranchas de snowboard.

Você Sabia...
Em alguns lugares, como nos pólos e no topo de montanhas altas, a neve se junta mais depressa do que se derrete e por isso ele nunca desaparece

Você Sabia...
Até na África, numas das regiões mais quentes do planeta, existe uma montanha coberta por neve: é o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia. Ele é tão alto que sempre faz frio no seu cume.

Você Sabia...
As avalanches podem acontecer quando a temperatura aumenta um pouco nas montanhas cobertas de gelo e a neve desaba, arrastando tudo que há no caminho.Em várias regiões do planeta, o frio do inverno não chega sozinho. Com ele vem a neve, que cobre tudo de branco. São lugares em que a temperatura se aproxima de 0ºC ou fica ainda menor.

Você Sabia...
Assim como a chuva, a neve nasce nas nuvens. Lá no alto, onde faz muito frio, o vapor e as gotinhas d'água viram cristais de gelo. Se há muita umidade, eles crescem e se unem formando flocos de neve.

4 comentários:

Cris disse...

Cris,você está afiada em todos os sentidos...beijos,
Cris

Anônimo disse...

Desde que soube que vc ia ser colunista semanal,pensei: Um dia ela vai escrever sobre mim,tenho certeza! Afinal,uma médica tão competente,amiga dedicadíssima,generosa...tanta maravilha a ser citada,e agora me encontro no risco de sofrer uma emboscada na rua,com um grupo de primos distantes do Zangado e do Atchim...podendo ser presa por preconceito! Inafiançável !!
E que papo é esse de Rapunzel??Nunca gostei que me peguem pelos cabelos e tôrre me dá vertigem.A preferida sempre foi a Cindyfokenrela. Tá me devendo um conto da fada Mari.
Mas falando sério agora,Cris! Vc não decepcionou perante a sua estréia. Muiiiito bom !!!E adorei a homenagem e a interpretação de minhas suscetibilidades.
Essa é a Cris que conheço,admiro e me orgulho de andar sempre pertinho.
Parabéns mais uma vez!!!

nagual1985 disse...

enciclopedico.
li metade, pq enciclopedia se consulta.

bjo

Anônimo disse...

Santa Cristina da Sé de Braga
Ruim da cabeça, sempre soube que eu era. Depois de seu diagnóstico, também doente do pé.
Porque insisto em acreditar "que seja eterno enquanto dure", compartilho minha vida com o imortal Vinícius. E, até o sem-fim, com minha amada imortal.
Beijos.