
Clara.
No meio de milhões de estrelas que existem no céu eu fui cismar justamente com uma. A pequenina, do lado esquerdo próxima as três Marias. Aquela que brilha intensamente. Nossa! Fiquei fascinada. Poderia a observar por horas e horas. O tempo passava e eu nem sentia. Meus problemas sumiam.
Certa vez passou um avião e a perdi de vista. Foi horrível. Ele veio barulhento e me afastou da pequena estrela. Fiquei desnorteada. O céu ficou nublado e não se via mais nada. Eu não queria ver mais nada, eu só queria ela. Bastava uma estrela no céu. Tinha que ser ela. Mas nada. Fui dormir arrasada e só pensava na minha pequena que havia sido brutalmente escondida de mim e sei lá se iria aparecer outra vez. Depois desse dia, com certeza ela iria procurar outro lugar e encantar outros olhos.
No dia seguinte, fui pro mesmo lugar na esperança de vê-la. Fiz um versinho e recitei. Aos poucos a noite foi chegando e minha estrela apareceu brilhando. Linda! Não quero nunca mais perdê-la. Quero pra sempre do meu lado, a estrela mais linda de todas!
Aquela manhã
Não era domingo e tudo corria bem. Pelo menos eu achava. O novo parecia incomodar-me de forma estranha, nunca havia sentido aquilo antes. Achei estranho, mas não dei grande atenção ao fato. O mais antigo queimava meus neurônios, não achava explicação para tal situação. Não era domingo.
Vamos aos fatos. Acordei cedo e tive um pressentimento, desses que a gente não sabe se é bom ou ruim, apenas um aperto no coração. Sempre que isso acontece penso num belo dia de domingo, mas como não era, deixei de lado.
Durante todo o dia percebia que meus lábios teimavam em formar um tímido sorriso no canto da boca, mas eu não permitia, repetia comigo mesma “hoje não é domingo, hoje não é domingo, hoje não é domingo...” mas eu queria que fosse!
Tudo de velho que eu guardava na bolsa foi parar na primeira lixeira que encontrei no caminho, nem pensei duas vezes em resgatá-los. Não os queria. Não mesmo.
O presente que havia recebido de uma velha amiga, estava comigo, só não sabia ao certo como usá-lo, mas estava comigo.
Em um curto momento pensei nas juras de amor que certa vez fizemos. Pensei nas lágrimas que consagraram tais juras e de como fui feliz. São lembranças.
Enfim, era quase meia noite quando comecei a chorar. Senti dor. Foi a pior dor do mundo, não sabia o que fazer. Caminhei. Andava pela estrada e não chegava a lugar nenhum. “Por que? O que está acontecendo?”. Sem o menor interesse pelas horas, ergui o pulso e olhei no relógio. Meia noite. Já era domingo. Então era isso.
2 comentários:
Amei menina, ah esses Domingos... agora vou ficar mal acostumada e querer sempre 2 textos às segundas, vê se não some!!! Beijos
Cris
Lindos! Lindos! Lindos!
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