
Da série: “Tentativa de Poesia em 2 tempos”
Soneto V
Deixa que eu sussurre em teus olhos
E que eu descanse em teus olhos
Meus lábios, meus ais, meu cansaço
Deixa que eu sussurre em teus olhos
E que neles eu pouse um modo de querer quase mudo
Deixa que eu sussurre em teus olhos
Uma possibilidade, um modo de olhar oblíquo
Deixa que eu sussurre em teus olhos
Um sonho, um modo de querer muito raro
Porque foi no silêncio do sonho, no silêncio que em mim fez precipício
Tudo de belo e meu te dei e acordei tão sozinho
Então, deixa que eu sussurre em teus olhos
Ouve, complacente o meu sonho, me salva
Não vê que são como espadas, os sonhos são delicadas navalhas
Deste querer sem palavras que os olhos meus te falam?
The garden
Vamos, meu amor, não esbanjemos o tempo
Ainda que seja doce e distraído o passar das horas
E nas horas que passam sem temor ao Acaso
Sejamos o Agora na distância do medo pousado
Deixa nos levar o Presente
Do Hoje façamos breve aliado
Para vivermos a lenta morte, o Amor
Esta glória que de tudo nos ausenta
E lembremos ser mil vezes mil maior a sorte
Se esta própria morte ao corpo contenta
Vamos, meu amor, não esbanjemos o tempo
Ainda que seja doce e distraído o passar das horas.
Pousa teus olhos em minha nuca, sopra rente ao meu rosto
Levar-te-ei sem demora ao lugar onde o amor floresce.
Um jardim secreto eu fiz. Cultivei. Descobri.
Lá repouso nas vezes em que penso em ti.
Tua cabeça de flores ornarei, as tuas vestes em algodão e linho teci
E óleos de amor a teus pés jogarei.
3 comentários:
clap,clap,clap,clap,clap,clap,clap,clap...muitos aplausos para a bloguista de quinta. Maravilha, Cris! bjs CB
Aplausos,mesmo!!
Lindos,Cris.
Paixão pura.
Bjs grandes
ta poeta d+... adorei! bjs.
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