
Um dia eles estiveram presentes.
Mas foi só outro chamar que todos foram atrás. Deixando-me sozinha. Solidão. Não é a melhor palavra do dicionário. Aqui estou.
Tentei me desapegar fazendo outras coisas. Pensei no trabalho, mas eles trabalham comigo, não ia dar certo. Pensei no amor, mas isso eu nem sei o que é, ou melhor... Deixa pra lá.
A melhor coisa mesmo era deitar e chorar. Chorar de gritar, chorar de dor, chorar de soluçar, chorar. Quando o pequeno teatro acabasse eu conseguiria dormir em paz. “Amanhã é um novo dia”, pensei. Engano meu. Durante a noite tive pesadelos horríveis. Sonhava com eles. Eu os queria e ao mesmo tempo não sabia o porque daquele abandono. Que crueldade! Isso não se faz.
Dia seguinte e olheiras absurdas. Dia seguinte e pulsos cortados. Dia seguinte. Último dia.
2 comentários:
Carol, estou lendo, lendo, lendo...depois falamos, heavy, bonito, triste, real e outras coisitas mais, beijos
Sabe pq eu gosto do que vc escreve? Pq mesmo que não se entenda direito, teu texto é cheio de brechas e a gente passa a tomá-lo como nosso se encaixando ali, se acomodando por ali. Multiusoooo!!! Fiz isso esses dias...agora entendi tudo, com olheiras e tudo mais,iupi!!!
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