euforia extemporânea de poeta confessa euforia extemporânea de poeta confessa

Livre mas não pronta para reciclar a forma.
Liberta da poesia metrificada, tendo vivido pelas rimas agrilhoada, sou um animal desnorteado margeando uma auto-estrada, intuindo a direção dos carros pelo vento em minha cara. Fecho os olhos e foco melhor, sinto em demasia, em turbilhões de imagens prontas a serem experimentadas em diferentes palavras. Sinto meus lapsos de idéias escoarem por entre meus dedos, grãos de areia que não se deixam aprisionar, painas gravitando livres ao sabor da brisa. Acovardo-me na ausência de um contrato métrico, minhas sensações, atropelando-se, em vias de passar para o papel, acostumaram-se aos parâmetros, às redondilhas. Hora de criar novo folder, de se debruçar para experimentar uma nova possibilidade. Dar conta da novidade, ticar um novo item, diplomar-me em assuntos que não domino, ainda..., mas que estão enfileirados no caminho. Apesar do desafio de articular o desarticulado de forma menos articulada, não queria estar no pátio de escola mais simples. Seguir em frente, para frente.

Um comentário:

Cris disse...

Lucia, parece que entrei nesse carro em carro onde se guia pelo vento na cara...li de uma vez só sem precisar nem mesmo das vírgulas!!! Mais uma vez, prazer em te ler!!!