
De - zen - cantada
Cantador, como um duende
percorreu minha floresta
espalhou pó de euforia
e bebeu cada nascente
cantador, tão de repente
assanhou minha floresta
fez de mim sua iguaria
fez meu corpo virar festa
a grama virar cama
a cama virar amor
e depois, não me queria
cantador desencantou
passaredo na poesia
bebeu água e se afogou
meu bando não sabia
que amar traria dor
e o canto persistia
o cantar do cantador
e meu corpo em desvario
se perdeu, se arrebentou
mas ao nascer do outro dia
cantador desafinou
mais do que a ele, eu me queria
eu cantei pro cantador
e como em mim, já mais eu cabia
cantador se apaixonou
numa antropofagia
o seu canto o devorou
se desfez a fantasia
chora, grita, canta a dor
sua sombra é traiçoeira
seu encanto é traidor
5 comentários:
quem sabe, sabe, não desaponta!!! Salve sua chegada!!!
Que ótimo ritmo tem a sua poesia!
Muito bom!
Até outras colunas,
Mariana Barcellos
Estreia maravilhosa!Amei a poesia!
bjs Cris
Que lindas palavras...que bela poesia...alimentou minha alma. Bravo !!
Simples e sonoro! Lindo :)
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