Muito além do olhar

Se a vida te anda esquisita,
Se a vida não anda,
Se a vida te anda independente da vontade
E a alma, aquela que outrora foi tua,
Acomodou-se entre os gomos confortáveis de um sombrio sofá

- joga pedra na vidraça!

Quiseste o amor como uma tarde fresca e luminosa de sol
E o amor não te sentiu
Ficou cego de ti, o amor, não era teu
Deixa-o pelas beiradas, deixa-o ir

Ficaste a sorrir naquela hora de morta alegria
Se era um covarde no teu corpo vivendo
De um medo sem gritos, parado
E quiseste sinceramente fugir
Mas só te restou um correr sem pernas
E o tédio dos bordados

Chora, chora, sim,
E antes que a última lágrima seque,
Recomponha-te e volta,
Mas não sem antes
Ainda com olhos inchados pelas marcas do teu choro,


- joga uma pedra na vidraça!


Se roubaram a tua verdade
E dela fizeram um omelete
Riram, chacoalharam,
Ah, dá de ombros, continua,
Anda, para que possas sem mágoa
Sorrir ao ver quem te feriu

- joga uma pedra na vidraça,


E segue em frente,
Segue por entre os cacos,
Atravessa a falsa transparência
O vidro que em nada te serve
Ultrapassa,
E quantas vezes preciso for

- Joga pedra na vidraça!

5 comentários:

Carol Aquini disse...

Vou jogar!

Vytoria Rudan disse...

SPLOCTSPLATSHiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

cris braga disse...

...JOGO NÃO...BJO

Anônimo disse...

Adoreiiiiiiiii. Lindo. Quebra vidraça.

Anônimo disse...

Quebro aminha propria vidraça qtas vezes quiser, só não quero ficar estagnada.gostei muiiiiito