“te amo como amo tuas ideias, q sao minhas e de todos q se entregam a elas, saudades, bjs”


Formidável. Colossal, gigantesco, fantástico, magnífico, extraordinário.

As palavras são assim. Um significado e muitas nuances. Cada sinônimo uma carga de sentimento, uma nova imagem, uma outra maneira de se dizer quase a mesma coisa. Eu aprendo muito com as palavras e nos últimos tempos o exercício obrigatório de escrever, acima de qualquer inspiração, tem me tornado uma pessoa melhor, mais feliz. Agora estou mais excentricamente eu e sabe-se lá o ônus que isso me causa, não sei, não me importa.

Eu não nasci para ser normal. No sentido mais perverso da normalidade. Desde que me entendo por gente penso ter aterrisado no planeta errado. Quando senti que ser diferente é formidável a tranqüilidade tomou conta de mim. Quando percebi que possuía o trunfo da estranheza a vida ficou mas fácil. Entendi que não posso ser ninguém melhor, se não for eu totalmente. O grande desafio está em mim. Na minha falta de normalidade. Na minha capacidade de me reinventar. Na minha tolerância. A minha tolerância é silenciosa mas não admite a prisão dos rótulos e não suporta as analises sociais feitas com base na falta de assunto.

Eu quero ser meu próprio personagem.

O meu personagem vive aventuras e tem um coração que segue uma bússola doida, ele quer o amor, ele quer amar o amor que existe no mundo. Ele tem uma saga a cumprir e descobriu que ser apropriado e caber dentro do paletó atrapalha. O meu herói frágil mas ainda sim um herói, não tem armas e só acredita na palavra, na palavra dita de todas as formas, na palavra sentida de todas as maneiras. Eu sigo com ele a descobrir trilhas para alcançar um lugar que nunca chega, pois o nosso lugar está no caminho.

Faz tempo deixei de querer me encaixar, deixei de querer caber na roupa, deixei de usar o figurino adequado. O que sei é o que sinto. Estou a cada dia mais inteira com todas as minhas manias e fragilidades, verborragias e vícios, mas estou. E estar inteiramente em si é como um egoísmo que nos transforma na pessoa mais generosa do mundo.

Eu quero o que me é extraordinário. Eu quero os vários tons da mesma palavra. Todos os sinônimos. E o meu personagem é intenso, está cada vez mais destemido e amoroso, estranhamente amoroso. Ser amoroso é a grande rebeldia. E saber receber o amor o maior de todos os desafios.











5 comentários:

Liz disse...

Cris,

Que lindo, como vc está grande, maravilhosa, densa,inteira, feliz,
que bom saber esse amadurecimento tão delicioso, só desejo felicidade. Admiro o quanto vc sabe usar as palavras.
Parabéns pelo momento especial.
bjus

sensação de violeta disse...

Ai Bela...sabe, "o que sei é o que sinto"...sua formidável estranheza sinto que é minha também.Sinto agora, sinto você e os graus de suas palavras.

beijo

cris braga disse...

Lindo, Cris!

Tulio disse...

cris, que texto intenso e com a escritora personagem florida frondosa por fora e ricamente enramada por dentro.
gostei muito.

Izabela disse...

Amo o que vc escreve! Comecei a ler uma amiga e agora virou uma cachaça passar por aqui e ler os seus textos...